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ESPORTE

Marcos Couto – O Gigante do Vale – Coluna Esportiva

– O ano vai chegando ao seu final e é chegada a hora do balanço. Grêmio e Internacional frente a frente. Em mais um ano sem grandes conquistas, Copa do Brasil, Brasileiro, Sul – Americana, Libertadores.  O bom e velho Campeonato Gaúcho salvou a lavoura, neste caso a dos Tricolores.
– Porém, como em outros anos o regional mascara, esconde, maquia fragilidades, ainda mais claras e evidentes por conta da tragédia climática que retirou os dois de Porto Alegre, principalmente o Grêmio, por longo período.
– Ambos endividados, sem dinheiro para grandes investimentos ou contratações, tendo que primeiro vender, pagar contas, para depois se sobrar comprar. O Grêmio pelo menos tem sua vida política restrita a quatro paredes. Já a do Internacional apresenta um debate tão raso quanto o da política partidária brasileira.
– O fato é que a cada coluna, uma nova oportunidade, cresço com você caro leitor. Tenho uma preocupação muito grande em tentar atender seus anseios e necessidades, a fim de me fazer entender e assim prender a tua atenção.
– Em um mundo de informação paga, e em um país onde tão pouco se lê, esta coluna chega de graça até você e aqui fico na torcida para que ela seja lida pelo maior número possível de pessoas.
– Os anos vão passando, e a gente vai se aventurando a misturar futebol com outros assuntos, do momento e do cotidiano. No Brasil dos juros compostos, onde os bancos lucram como em nenhum outro ponto do planeta, onde sucessivos governos permitem que se venda  comida a juros no rotativo do cartão de crédito, te alertar é meu dever.
– Não existe almoço grátis, alguém pagará a conta de todos os benefícios dados de mão beijada, e eu já sei que seremos nós, eu e você que neste momento se dedica a ler este espaço, mas vamos voltar novamente ao futebol.
– Jorge Jesus fez muito bem ao Flamengo, já não posso dizer  o mesmo em relação ao futebol brasileiro. Por aqui esteve e em poucos meses ganhou um Campeonato Brasileiro e uma Libertadores, com um elenco recheado de craques.
– Agora todo o grande clube Brasileiro, tenta sem sucesso achar o seu treinador Portugês de ouro, o Palmeiras achou o seu, o Botafogo também, outros não tiveram sucesso e o Grêmio tomou o chapéu do Pedro Caixinha, o que para mim soa como um livramento. Treinador comum, razoável, nada além disso, que seja feliz no Santos.
– Tudo bem que os treinadores de Portugal estudam mais, são mais técnicos, táticos, levam mais tempo para se formarem, mas isso não é garantia de absolutamente nada, tudo não passa de teoria até ser colocado em prática.
– O fato é que o Grêmio perdeu duas semanas das férias sem conseguir definir um treinador, o que determina não repor o que precisa, não fazer a leitura do que sobrou do trabalho de Renato.
– Pelo lado Colorado é importante dizer, se Roger ver seu elenco fugir do desmonte necessário para pagar dívidas, terá alguma sorte no ano que vem, porém se muitas peças saírem, sairá junto desgastado na metade do ano.
– Nosso Campeonato Gaúcho tem mais de 100 anos, além de Grêmio e Internacional, outros tantos já atingiram esta marca centenária. Sou um ferrenho defensor do nosso regional, ele ao longo da sua história revelou não só jogadores, bem como treinadores, preparadores físicos, dirigentes, árbitros, homens da imprensa , ajudou a construir esta trajetória vencedora fora do estado do nosso futebol.
– No âmbito da economia é um gerador de empregos, dentro e fora do campo. Sem falar que nos últimos anos ele, o bom e velho Campeonato Gaúcho, tem se constituído na única conquista possível para Grêmio e Internacional.
– Portanto, vamos respeitar este vovô, espremido em doze datas possíveis forjadas por nossa Federação Gaúcha de Futebol, levando nossos gigantes da bola em Vermelho e Azul, aos campos do nosso interior.

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